Entrevista Sr José de Assis - Folha de Perdões

Maestro José de Oliveira Assis recebe a Folha de Perdões e conta sua trajetória musical

(20-09-2014  19:32) 

Fonte: http://folhadeperdoes.com.br/noticia-detalhes.asp?id=552

 

 

       Recentemente a Folha de Perdões foi recebida pelo  maestro José de Oliveira Assis em sua residência para uma  entrevista, essa se revelou uma conversa agradável em que  o Sô Zé contou toda sua trajetória musical, essa que  se confunde com a da  Corporação Musical Lira Perdoense.  Ao fazer a edição da matéria tivemos a grata surpresa de  notar que ela apresentou cerca de 10 páginas de pura  cultura local e ótimas  histórias. Resolvemos então repartir  esse material em pelo menos 2 matérias.  Muito mais do  que uma atividade profissional, foi um grande prazer para  nós poder ouvir e  aprender com esse grande homem.  Agradecemos o senhor Rubens Assis de  Souza, neto do Sô  Zé, por ter intermediado essa entrevista e segue abaixo a  primeira parte da série especial que passamos a publicar. Um grande abraço e boa leitura.

 Folha de Perdões: Para entrevistar uma unanimidade musical de Perdões é  fundamental compreender sua formação, quanto e como o senhor se interessou    pela música. Poderia nos contar como foi sua iniciação nos estudos da música?

Maestro José de Oliveira Assis: Olha, lá pelos anos trinta, eu tinha quinze anos e existiam duas bandas de música em Perdões, tinha a banda são José e a Santa Cecília. A primeira era do meu tio Antenor Idelfonso e a segunda de Augusto José da Costa.

Pequenino, eu ia aos ensaios da banda do meu tio só para assistir e eu gostava demais. Com apenas sete anos meu tio pediu para eu ir para carregar as partituras nas procissões, depois com 98 anos, ele começou a me ensinar música. Com nove anos eu já estreei na São Jose tocando Sax Ordem, fiquei nessa banda por uns seis ou sete anos.

Depois meu tio Antenor mudou de Perdões, a banda acabou e eu fiquei parado alguns meses. Foi aí que o maestro Augusto José da Costa me convidou pra tocar na Santa Cecília, fui e toquei por seis anos até seu falecimento. O músico mais velho assumiu a regência, mas ele não gostou. Era um senhor muito calmo e delicado que não gostava de “chamar a atenção” de ninguém e é preciso ser exigente. Com um ano ele desistiu, e passou a regência para outro músico experiente chamado Belardino Teodoro, mas ele era fraco musicalmente. Muito exigente, mas limitado, os ensaios não davam certo porque ele não tinha força pra “chegar e falar os erros”. Eu chegava e falava “que era assim”, o que tava errado, e quando alguém se equivocava eu ia lá e cantava a música, tocava meu instrumento com ele. Eu já era músico, tinha uma boa leitura musical e todos me respeitavam e o senhor Belardino só olhando. Quando, em um belo dia, eu ensinando os demais membros ele disse “ô Zé, você que vai tomar conta desse negócio!” E eu disse “eu não, só ajudando.”

Mas ele continuou “eu quero que você tome conta porque preciso e não estou dando conta da minha parte.” Combinamos então que ele ficaria com os assuntos administrativos da banda e eu, com a regência. E assim eu assumi da banda Santa Cecília com vinte e quatro anos, chegando a administrar a banda, tomando conta de tudo.

Em 1952 o então governador Juscelino Kubitschek veio aqui e banda do 8º (banda do 8º Batalhão de Polícia Militar de Lavras) veio para receber o governo do estado. E a banda Santa Cecília também foi convidada. Fizemos uma bela apresentação e o comandante Francisco de Assis gostou. Ele pediu ao músico Jessé Cândido para me convidar pra eu ir tocar na banda da polícia, pois eles precisavam de um bom bombardinista. Agradeci o convite, mas recusei e continuei aqui em Perdões.

A Santa Cecília precisava melhorar então eu resolvi ensinar uns quatro ou cinco meninos para reforçá-la. Comecei a ensinar... De vez em quando aparecia um menino e pedia “Sô Zé, posso entrar?” Deixo, depois veio outro e outro...

Quando eu vi, já tinha quinze meninos! Pensei “uai, já tem quinze, vou arrumar mais quinze e formar uma banda só de jovens!” E convidei mais meninos e comecei a ensinar, e aquilo foi melhorando, os meninos melhorando, desenvolvendo e eu pensei “aonde arrumar instrumento?” Fui falar com o prefeito Lair Andrade, tio do Totonho da Laurinha, e ele prometeu os instrumentos. Quando chegou a época fui lá e falei para ele “tá na hora...” Ele pediu três orçamentos, eu entreguei e ele autorizou a compra. Muito bem, passei os instrumentos para os meninos e comecei a apertar os estudos e eles foram ficando bons. Eu pensei “e agora, Como estrear assim? Tem que comprar uniforme e fica caro...”

Bom, eu já tinha vinte e cinco músicos e não tinha uniforme. Falei com o senhor José Maria Costa e ele, junto de mais dois colegas (Geraldo Rodrigues e Humberto Críncoli), doaram o material que necessitávamos. E então se deu a estreia da Corporação Musical Lira perdoense no dia primeiro de junho de 1971, dia da cidade!

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